Vozes Que Ficam
No Dia das Mães, a saudade se transforma em palavras. Palavras que ficaram grudadas na memória dos filhos, ditas em meio à correria do dia a dia, nas refeições, nas broncas, nos carinhos disfarçados de rigidez. Frases que pareciam comuns, mas que, com o tempo, viraram tesouros.
Suzane lembra bem quando a mãe dizia: “Você não é todo mundo.” Era o fim da discussão e o início do entendimento de que cada um tem seu próprio caminho.
Priscila lembra de quando sua mãe dizia: " Sua batata tá assando sua neguinha" e ela logo procurava fazer as coisas certas.
Péricles ouvia da mãe, lá do fundo da casa: “Desça que a comida está pronta.” Era o sino do amor — quente, temperado e servido com afeto.
Lari nunca esqueceu o drama direto da mãe: “Quando eu morrer, não quero ninguém chorando no meu caixão.” E a gente sabia que por trás da bravura havia muito amor.
Joselice escutava, entre um susto e uma risada: “Vou te guardar para um sábado bem gordo.” Um sábado que nunca vinha, mas o medo vinha rapidinho.
A mãe dizia firme, com olhos que não deixavam dúvida: “Eu não vou falar de novo.” E bastava isso para o recado entrar.
Shirley ouviu muitas vezes da mãe, prática e decidida: “É o que tem pra hoje.” E a gente aprendia a valorizar o que tinha.
Dani se recorda da voz materna dizendo com urgência cotidiana: “Vai tirar o dinheiro da lotérica, Dani.” A rotina virava trilha sonora da infância.
Roberta escutava: “Ai, ai. Não vou falar de novo!” — mesmo que dissesse de novo, com o mesmo amor disfarçado de impaciência.
Ella nunca esqueceu da ameaça inusitada da mãe: “Vou cuspir no chão, viu?” — que deixava qualquer criança na linha.
Poliana traz na memória a frase da mãe: “Me esqueça, seu pai está em casa, vá pedir a ele.” Jogando com sabedoria a bola para o outro lado.
Jedidlia ouvia: “Cuidado quando seu pai chegar, vou dizer tudo pra ele...” — e era como se o tempo parasse até o pai chegar.
Ely lembra com admiração da sabedoria simples da mãe: “Um dia da caça, outro do caçador.” Vida ensinada com ditado popular.
Elisangela não esquece o aviso forte da mãe: “Vou te ensinar com quantos paus se faz uma canoa.” E o aprendizado era certo.
Lau tem gravado no peito a frase mais bonita de todas: “Eu te amo! Minha filha.”
E Janete, sempre que ouve seu nome, se lembra da mãe dizendo: “Janete, já pra dentro.” — e o mundo se ajeitava no lugar.
Essas frases ditas pelas mães viraram pilares da nossa história. Eram ditas entre panelas, roupas no varal, deveres da escola e noites mal dormidas. E, ainda assim, eram cheias de cuidado. São vozes que não se apagam — nem com o tempo, nem com a distância.
Feliz Dia das Mães a todas essas mulheres que, com frases curtas e corações gigantes, nos ensinaram tudo o que importa.
Com carinho,
Suzana Super Maravilhosa
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