domingo, 18 de maio de 2025

Ella se ama

Ella se ama

Ella assinava os dias com brilho próprio.
Não era vaidade — era natureza.
Nascida sob o Sol de Leão, aprendeu desde cedo que sua luz incomodava quem ainda não descobriu a própria.

Seu endereço era a Rua do Espelho, número 60, Bairro do Brilho — e não por acaso.
Era ali que ela se olhava com orgulho, enxergando não perfeição, mas coragem.
Se alguém perguntasse sua profissão, dizia: "Sou quem comanda."
E não mentia.

Tinha habilidade em ser farol.
Otimismo era seu perfume, e o bom gosto vinha de fábrica.
Sabia ser valente sem perder a doçura, leal sem se anular.
Era dessas que chega e muda o ar da sala, sem esforço — só sendo.

Formou-se em generosidade, mas guardava mágoas como quem arquiva cartas antigas: não relê, mas também não esquece.
Fez mestrado em autoconfiança, doutorado em ser original.
Nada nela era cópia. Tudo vinha de dentro — das dores bem vividas, dos amores bem superados.

Sua experiência profissional?
Comandava o próprio destino.
Tinha pouca paciência pra disfarces e nenhuma vontade de agradar quem não enxergava seu valor.
Autenticidade era seu crachá.

Ella era isso:
um incêndio de si mesma, com endereço certo e alma em fogo.
Quem a conhecia, sabia — ali morava uma mulher que se basta.

Suzana Super Maravilhosa 

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