SUZANA SUPER MARAVILHOSA
GOSTO DE ESCREVER. SIMPLESMENTE ESCREVER. PEGAR OS MEUS ESCRITOS DE MUITO TEMPO ATRÁS E COLOCAR AQUI. MEU DIÁRIO, MINHAS POESIAS, MINHAS ABOBRINHAS, MINHAS PAIXÕES, MINHAS ILUSÕES. FUI CRIANÇA, ADOLESCENTE, JOVEM E HOJE SOU UMA SENHORA MAIS SEMPRE MULHER OU SEMPRE MENINA. UMA MENINA QUE ENVELHECE GOSTANDO DE ESCREVER. ESCREVER É O MEU PRAZER.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Suzana e Dola
sábado, 13 de setembro de 2025
Feliz vida
Chegou julho.
Com ele, abre-se um novo ciclo — o segundo semestre — e encerra-se o primeiro. O tempo, esse maestro silencioso, nos ensina a dividir o ano em partes, como se cada estação fosse um capítulo da nossa história: outono, inverno, primavera, verão. Também dividimos a vida em faixas etárias: criança, jovem, adulto, idoso. Mas, por dentro, a alma é contínua. É uma só.
O corpo, essa máquina maravilhosa e misteriosa, envelhece, enruga, perde algumas peças pelo caminho. Mas a alma — ah, essa não! — continua com a mesma sede de viver, de aprender, de sentir. A máquina humana é psicossomática, tem um coração que sente e uma mente que pensa. E é essa alma quem conduz a máquina, mesmo quando o tempo insiste em passar.
Julho chegou anunciando meu novo ciclo pessoal. Um semestre novo, um recomeço. É o meu ano novo particular. Nasci neste mês e, mais uma vez, celebro a dádiva de viver. Chego aos 60 anos com a alma de quem ainda carrega sonhos de zero anos. Meus anos não pesam — eles somam. Somam aprendizados, risos, quedas, recomeços.
Que os ciclos se fechem e se abram com leveza.
Que cada novo semestre traga oportunidades.
Que a nova estação floresça em mim.
Que a felicidade me acompanhe, sempre.
Feliz ciclo novo. Feliz semestre. Feliz vida.
Suzana Super Maravilhosa
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
Ella se ama
quinta-feira, 31 de julho de 2025
Ella está viva
Ella está viva
Ella acordou hoje com um pensamento forte no coração: todo dia é um novo recomeço. Pode até soar como clichê, mas para quem já sentiu a proximidade da morte, cada amanhecer tem gosto de milagre.
Ela passou por momentos difíceis. A anestesia geral, o silêncio do corpo, a estranha sensação de estar deixando tudo para trás… Por um instante, achou que não voltaria. Que sua história havia chegado ao fim.
Mas Deus — em Sua misericórdia — lhe concedeu mais uma chance. E aqui está Ella: viva. Presente. Inteira no que é agora.
Ela percebeu que a vida não é feita apenas de grandes feitos, mas de pequenos recomeços diários. De olhar no espelho e dizer a si mesma: “Vai, continua.” De aceitar as cicatrizes como parte do caminho. De reconhecer que, se ainda respira, é porque há propósito.
E isso tem lhe dado forças para continuar escrevendo sua história — do seu jeito, com verdade, com alma.
Talvez Ella ainda não tenha todos os planos definidos, mas ela tem fé. Talvez nem tudo esteja resolvido, mas seu coração pulsa. E enquanto houver batida, haverá caminho.
Com gratidão, coragem e um sorriso no rosto, Ella segue. Renascida. Em construção. Sempre viva.
Suzana Super Maravilhosa
Ella, sabe ser feliz
Ella nunca desejou a morte de ninguém. Não porque lhe faltasse raiva ou memória — ah, Ella se lembrava bem do que fizeram com ela. Das palavras atravessadas como lanças, dos sorrisos falsos cheios de veneno, das traições disfarçadas de amizade.
Mas Ella conhecia o tempo. E sabia: ele é mais justo que qualquer vingança.
Enquanto alguns colecionavam maldades achando que sairiam ilesos, Ella seguia em paz, porque tinha certeza: na velhice, o corpo fraqueja, mas é a alma que sente o peso do que se fez. É ali, entre rugas e silêncios, que a consciência começa a falar alto. E ela não grita — a consciência sussurra quando a casa está vazia, quando o telefone não toca, quando os olhos já não enxergam, mas lembram.
Ella não desejava dor, nem castigo. Só desejava que vivessem o suficiente para sentir o reflexo do que foram.
E Ella? Seguia em frente. Com leveza.
Pois, o que importava para Ella no momento presente, não era o futuro — era viver o agora com intensidade, sabendo que cada cicatriz fazia parte da sua história, que cada marca contava a sua trajetória.
E por muitas vezes, quando lhe vinha à mente a imensa lembrança de algum sofrimento que havia passado, Ella respirava fundo e recordava: o mais bonito era — e sempre foi — a sua alegria, a sua vida, a sua vocação de ser feliz.
Independente de qualquer coisa, Ella sabia ser feliz.
Tinha lembranças, tinha memória — porque, afinal de contas, Ella não tem amnésia.
Suzana Super Maravilhosa
Ella vive o presente, no presente
Ella vive o presente no presente
Ella não sabia quando iria morrer — e talvez isso fosse, no fundo, uma bênção. Se soubesse, talvez andasse mais apressada, desesperada para dar conta de tudo. Mas como não sabia, optava por viver com pressa de paz, não de urgência.
Aos 60 anos, carregava uma mala de experiências — algumas pesadas, outras leves como pluma. Tinha aprendido, no caminho, que a vida não avisa quando vai mudar. E por isso mesmo, escolheu viver com inteireza, um dia de cada vez, mesmo que muitas vezes tivesse que mudar a rota.
Talvez vivesse o dobro do que já viveu — por que não? Ainda havia muito por fazer, por sentir, por descobrir. Ella queria viver muito, e queria viver bem. Viver uma vida de senhora. sem hora pra ir, sem hora pra voltar, sem hora pra dormir e sem hora para acordar. Simples assim.
Mas até que chegue o dia da sua morte, com toda a dúvida e incerteza que ela carrega, Ella escolhe viver o agora. O passado, Ella já perdoou. O futuro, entrega à fé. O que importa — e isso Ella sabe com clareza — é viver o presente. Que, não por acaso, já carrega no nome do que realmente é: um presente.
Ella vive. E isso basta.
Suzana Super Maravilhosa