Minhas cicatrizes, meus peitos caídos, contam a minha historia.
Para atender a sociedade, e demonstrar minha auto-estima
Teria que fazer dezenas de plásticas, só que não!
Sou o que sou, me amo e sou muito feliz.
GOSTO DE ESCREVER. SIMPLESMENTE ESCREVER. PEGAR OS MEUS ESCRITOS DE MUITO TEMPO ATRÁS E COLOCAR AQUI. MEU DIÁRIO, MINHAS POESIAS, MINHAS ABOBRINHAS, MINHAS PAIXÕES, MINHAS ILUSÕES. FUI CRIANÇA, ADOLESCENTE, JOVEM E HOJE SOU UMA SENHORA MAIS SEMPRE MULHER OU SEMPRE MENINA. UMA MENINA QUE ENVELHECE GOSTANDO DE ESCREVER. ESCREVER É O MEU PRAZER.
Minhas cicatrizes, meus peitos caídos, contam a minha historia.
Para atender a sociedade, e demonstrar minha auto-estima
Teria que fazer dezenas de plásticas, só que não!
Sou o que sou, me amo e sou muito feliz.
1)
Terra seca
O sol escaldante
Meu suor umedece a pouca roupa que uso
O que nos salva, ainda é o frescor das arvores
A noite, a brisa esfria
Não sei o porque de tanta muriçoca
A cigarra canta, anuncia dezoito horas, Ave Maria
O amanhecer é percebido pelo canto dos pássaros
A carroça com seu carroceiro
Passam vendendo leite fresco.------------------------------------------
2)
A terra é seca pelo sol escaldante.
A noite cheia de muriçocas
A cigarra canta e anuncia, Ave Maria
Com o canto do galo levanto
E compro leite fresco da carroça.
----------------------------------------
3)
Escaldante sol, terra seca
Salvamento pelo frescor das arvores
Anoitecendo, esfriamento e o pertubamento das muriçocas
Cantamento cigarriadas, anuncia Ave Maria
Chegança do leite fresco, ao cantamento do galo
Trazido pelo carroceiro.
----------------------------------------
4)
Sol escaldante no terreiro
Salvamento frescor dos arvoredos
Esfriamento anoitecendo
Cigarriadas anunciam Ave Maria
Chegança carroça cantamento dos galos
Amanheceu, leite fresco, sol escaldante.
-------------------------------------------
5)
Sol, terreiro, arvoredos.
Anoitecei, amanheceu, sol.
Em 13-07-21
Nota: Poemas extraído do poema Carta para o Futuro
A carta - No futuro.
Foram anos.
Mas, enfim passou.
A primeira vez que vi o mundo mudar seu rumo.
O motivo foi a pandemia de covid-19, que se deu no ano 2020.
Foram anos, reaprendi a viver.
Eram protocolos diversos, entre eles: distânciamento social, sem abraços, sem aperto de mão, sem aglomeração, uso de máscara, lavar as mãos com frequência e uso de alcool em gel nas mãos.
Aprendi a viver com o mínimo.
Parti e fui morar em outra cidade.
Precisa ver que belezura.
Uma caminhada boa de chão de terra.
Digo caminhada, mas pode ser de carro também.
Quando vim morar aqui, me admirei com o verde.
O verde das árvores no caminho.
Que coisa mais linda, as cercas
feita com gravetos de árvores.
Roupas estendidas no arame da cerca, para secar.
Às vezes encontro no caminho casa com muro, mas é muro baixo e poucas são as casas que tem grade.
Acho que são casas das pessoas que assim como eu vieram da cidade grande e trouxeram consigo os seus medos.
A minha casa é uma amarela com varanda rosa. Não tem cerca nem muro.
Tem uma sombra boa, durante o dia, devido as árvores que tem próximo.
O celular aqui não pega muito bem, mas, bem próximo de mim tem um orelhão.
O orelhão fica próximo de uma quitanda, onde se vende de tudo um pouco.
A vizinhança aqui é muito boa.
Aqui se dorme cedo e acorda com o canto dos pássaros.
Aqui se compartilha muito as frutas dos quintais. E também quando se prepara as comidas típicas gostam de compartilhar uns com os outros.
E assim vou vivendo, foi o melhor lugar que encontrei para minha velhice.
Talvez um dia eu volte para Cidade Grande.
Para a poluição da fumaça dos carros.
Para minha escadaria? Essa não, essa eu não pretendo voltar.
Mas fica o convite, quando quiser pode vir me visitar.
Venha ver a belezura de Chão de terra.
Aqui o céu é mais azul, o céu aqui tem mais estrelas.
Verdade! Aqui aprendi que preciso de muito pouco para ser feliz.
Suzana Super Maravilhosa - Páginas Soltas.
Dança poética com os verbos
O meu corpo mente.
Quando na verdade minha mente sente.
Sente muitas coisas enfim.
Quando resolvo me banhar
Na verdade quero me massagear.
E simplesmente me amar.
Tenho que acordar e seguir.
Andar e tentar viver.
Insistir e resistir a dor.
Falar? Não posso.
O melhor ainda é silenciar.
Ao acordar tentar viver
Viver sem sentir o que a mente insiste.
A mente insiste em assumir.
Assumir sensações passadas.
Não quero, reviver não posso.
Nem no útero eu tive paz.
Mesmo lá eu fui, abalada.
No contexto do corpo que me carregava.
Preciso cuidar da minha mente.
Ela até mente e o meu corpo sente.
Quero trazer a minha mente.
Tão somente sensações.
Sensações e emoções
Que me façam viver e viver
Tudo o que mais quero agora,
É uma massagem.
Licença, vou me banhar.
Suzana Super Maravilhosa - Páginas Soltas
Qual o território de onde você fala?
Como posso dizer de onde eu falo?
Neste encontro através de janelas,
vejo várias delas.
Viajo por outros espaços
e me encontro aqui no meu compasso.
Estando eu na Bahia,
terra de muita alegria,
que por motivo da Pandemia,
não estou onde eu estaria.
Gerada,nascida e criada
naquele lugar, ali fiquei por anos a fio, era ali, a minha zona de conforto, até um dia.
Lá tem uma janela,
e via a cachoeira,
que descia na escadaria,
quando chovia.
Ninguém subia nem descia,
enquanto a água forte corria.
Ainda na Bahia, aqui não tem ladeira, quando chove, não vejo cachoeira.
Ainda assim, me desperto e abro minha janela, também gradeada.
Vejo as plantas, a rua,
na garagem os gatos.
De onde falo vejo vida! Estou viva!
Suzana Super Maravilhosa - Páginas Soltas