sábado, 13 de setembro de 2025

Feliz vida


Chegou julho.
Com ele, abre-se um novo ciclo — o segundo semestre — e encerra-se o primeiro. O tempo, esse maestro silencioso, nos ensina a dividir o ano em partes, como se cada estação fosse um capítulo da nossa história: outono, inverno, primavera, verão. Também dividimos a vida em faixas etárias: criança, jovem, adulto, idoso. Mas, por dentro, a alma é contínua. É uma só.

O corpo, essa máquina maravilhosa e misteriosa, envelhece, enruga, perde algumas peças pelo caminho. Mas a alma — ah, essa não! — continua com a mesma sede de viver, de aprender, de sentir. A máquina humana é psicossomática, tem um coração que sente e uma mente que pensa. E é essa alma quem conduz a máquina, mesmo quando o tempo insiste em passar.

Julho chegou anunciando meu novo ciclo pessoal. Um semestre novo, um recomeço. É o meu ano novo particular. Nasci neste mês e, mais uma vez, celebro a dádiva de viver. Chego aos 60 anos com a alma de quem ainda carrega sonhos de zero anos. Meus anos não pesam — eles somam. Somam aprendizados, risos, quedas, recomeços.

Que os ciclos se fechem e se abram com leveza.
Que cada novo semestre traga oportunidades.
Que a nova estação floresça em mim.
Que a felicidade me acompanhe, sempre.

Feliz ciclo novo. Feliz semestre. Feliz vida.
Suzana Super Maravilhosa


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Ella se ama

Ella se ama

Ella assinava os dias com brilho próprio.
Não era vaidade — era natureza.
Nascida sob o Sol de Leão, aprendeu desde cedo que sua luz incomodava quem ainda não descobriu a própria.

Seu endereço era a Rua do Espelho, número 60, Bairro do Brilho — e não por acaso.
Era ali que ela se olhava com orgulho, enxergando não perfeição, mas coragem.
Se alguém perguntasse sua profissão, dizia: "Sou quem comanda."
E não mentia.

Tinha habilidade em ser farol.
Otimismo era seu perfume, e o bom gosto vinha de fábrica.
Sabia ser valente sem perder a doçura, leal sem se anular.
Era dessas que chega e muda o ar da sala, sem esforço — só sendo.

Formou-se em generosidade, mas guardava mágoas como quem arquiva cartas antigas: não relê, mas também não esquece.
Fez mestrado em autoconfiança, doutorado em ser original.
Nada nela era cópia. Tudo vinha de dentro — das dores bem vividas, dos amores bem superados.

Sua experiência profissional?
Comandava o próprio destino.
Tinha pouca paciência pra disfarces e nenhuma vontade de agradar quem não enxergava seu valor.
Autenticidade era seu crachá.

Ella era isso:
um incêndio de si mesma, com endereço certo e alma em fogo.
Quem a conhecia, sabia — ali morava uma mulher que se basta.

Suzana Super Maravilhosa