São sete os irmãos que Ela tem. Sendo duas meninas e cinco meninos. Hoje, Ela diz ser filha única. Por opção, se afastou de todos eles e para ficar mais distante mudou-se de cidade. No seu celular só tem um número de dois, mas não liga para nenhum. Tem consciência de que, se precisar de um deles, terá socorro, é feliz, em não precisar. Lembra que um dia, estava acompanhando sua mãe, que esteve internada no hospital, no período de dez dias, e que sua irmã lhe ofereceu levar sua marmita com o seu almoço, pois ela passava o dia todo no hospital, sendo que, esse almoço só chegaria às três horas da tarde. Detalhe: Ela chegava no hospital às sete da manhã e ia embora às dezenove horas e o melhor horário para seu almoço seria às treze horas, após sua mãe almoçar, quando tirava um sono antes do horário de visitas. Graças a Deus, ela não precisou, nem dependeu desse cuidado da sua irmã, pois todos os dias, fora em um restaurante próximo do hospital e se alimentou bem, acreditando que: quem cuida se cuida. É bom saber que, se precisar, pode contar com os irmãos\irmães que têm. Um dia passou em um teste em primeiro lugar para fazer um curso de cabeleireira, pediu ajuda a seu irmão, esse, concursado, bem empregado, ganhava bem, se ele poderia ajudá-la para comprar um secador de cabelo manual profissional. E ele disse que: ajudaria se um outro irmão também ajudasse. Mas uma vez que bom que Ela não precisou dessa ajuda condicional, comprou um inferior mas dentro das suas possibilidades. Assim, Ela sobreviveu, sem poder contar muito com a ajuda de seus irmãos\ irmães. Mas, sabe que, se precisar de ajuda, pode contar com seus irmãos\irmãs. Um certo dia, o filho dela precisou de um relatório médico e sua irmã, a médica facilitou e fez o relatório, o que facilitou a realização do exame. Ela sabe que precisando de ajuda, de acolhimento, de cuidado dos seus irmãos e das suas irmãs, Ela terá. Hoje feliz em não precisar. Ela optou por viver em sua solitude tendo como companhia a sua, escrevivência.
GOSTO DE ESCREVER. SIMPLESMENTE ESCREVER. PEGAR OS MEUS ESCRITOS DE MUITO TEMPO ATRÁS E COLOCAR AQUI. MEU DIÁRIO, MINHAS POESIAS, MINHAS ABOBRINHAS, MINHAS PAIXÕES, MINHAS ILUSÕES. FUI CRIANÇA, ADOLESCENTE, JOVEM E HOJE SOU UMA SENHORA MAIS SEMPRE MULHER OU SEMPRE MENINA. UMA MENINA QUE ENVELHECE GOSTANDO DE ESCREVER. ESCREVER É O MEU PRAZER.
sábado, 28 de dezembro de 2024
domingo, 22 de dezembro de 2024
Depois ou durante
Depois ou durante?
Depois de 37 anos começaram os gritos e insultos mais fortes…os primeiros aguentei firme … e depois pensei…ele vai me bater!
Antes disso parei!
E o circo dos horrores foi montado na sala da minha casa!
Com humilhações…controle das minhas contas…chantagens…assedio…estupros…
Afinal deixei ele me controlar a vida toda!
Não foram só os gritos…percebi que ao longo desses anos fui apagada! Me esqueci!
E vivi só pra “ele” só pra “familia”
e em nome dessa “bendita” familia me anulei…
Quando acordei…Sai de casa! Sai da minha casa, porque o “bendito” achava que era dele…mas pensei … é isso ou ficar no confinamento!
Bati a porta!
Voltei, fortalecida, voltei reconhecida, me reconstruindo… voltei de olhos abertos…
Sabendo quem eu sou. Me resgatando!
Me percebendo!
E hoje estou às gargalhadas, e ele, ainda achando que tem o controle!
Lulu Moreno
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