E Pode Melhorar
Ella sempre acreditou que o melhor estava por vir. Não porque fosse ingênua, mas porque aprendeu a olhar a vida com olhos de esperança. Quando a goteira começava a pingar no canto da sala, ela não se desesperava — apenas procurava a vasilha mais próxima, colocava sob o fio d’água e sorria. "Está chovendo", pensava. E como tudo na vida, a chuva também passaria.
Se o calor queimava o rosto e fazia o ar pesar nos ombros, Ella lembrava: “É o sol, e o sol também sabe a hora de se recolher.” Quando o frio chegava, ela acolhia os casacos como velhos amigos e se preparava para mais uma dança com o tempo. Era assim, entre extremos, que ela via a beleza do mundo — como um ciclo que se fecha, apenas para recomeçar.
Ella não queria apenas existir. Queria ser útil. Queria passar por cada estação deixando rastros de luz e sementes de afeto. Sabia que estava de passagem, mas fazia questão de viver cada passo com intensidade. Não esperava pela calmaria para ser feliz — fazia da própria travessia o seu lugar de paz.
E entre uma goteira e outra, um calor e um frio, Ella seguia… grata, inteira, presente. Amava viver. E isso era o que a tornava extraordinária.
Suzana Super Maravilhosa
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