sábado, 22 de outubro de 2022

o valor de uma amizade

 Um jovem recém-casado estava sentado num sofá, num dia quente e úmido, bebericando chá gelado, durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.

- Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou. Serão mais importantes à medida que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos..

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...

Que estranho conselho! (Pensou o jovem). Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza, minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo de que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. À medida que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. À medida que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e seus mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.

Passados 50 anos, eis o que aprendi:

O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa..
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêm.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.

Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou.

MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.

Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, e abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.

Remeta este texto a todos os amigos que ajudam a dar sentido à sua vida....

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Não foi a primeira vez que fui machucada

 Não foi a primeira vez que fui machucada

O que sofri coloquei na memória.

Será mais um arquivo na gaveta. 

São muitas gavetas.

Até aqui aprendi a guardar os fatos nas gavetas.

Às vezes, um gatilho, aciona uma chave

E muitas gavetas se abrem.

Passa um, dois dias abertos, como uma cicatriz mal curada.

Dói, machuca, mas sei que vai passar.

Assim consegui viver ao longo dos meus anos, meus cinquenta mais.

Sendo machucada, me curando.

Sem permitir que o machucado se desenvolva em feridas na alma.

Que se transformam em doenças físicas.

Aprendi a re-siguinificar, tirar o bem do mal.

Aprendi que uma ferida demora a cicatrizar.

E depois de cicatrizada, tenho que olhá-la como parte da minha história.

Tenho marcas no corpo, marcas na alma.

Mas a cada dia tenho a chance de fechar as gavetas e abrir as cortinas.

Então, abro as cortinas e lembro que a vida é um grande espetáculo.

Um espetáculo com diversos atos.

Com comédia, drama, tragédia, romance.

E vivo cada ato no presente, sem fugir das cenas.

Aprendi a encarar os atos desse espetáculo mágico

Chorar, quando for pra chorar, passar pela crise de ansiedade.

Dançar muito, ri até me engasgar com o riso.

Tudo isso faz parte da vida de um ser humano vivo.

Aprendi a fechar gavetas novas.

Aprendi a fechar gavetas reabertas.

Aprendi a viver a minha história

Aprendi a viver com foco.

Focada em ter saúde física e mental, para assim viver muitos anos. 

Sou humana, sou psicossomática, sou energia, sou o universo que me rodeia.

Sou uma pessoa, fechando gavetas e abrindo cortinas.



Suzana Super Maravilhosa 

(03-09-2022)


Sim, com a literatura!

 Sim, com a literatura! 

Namoro com a literatura muitos anos. Aconteceu que: a Pandemia me afastou de muitos e me ()aproximou dela. Responsabilizo os cupidos, Jéssica Santos e Gonzaga Neto que me ajudaram muito nesse reencontrar-me assim tão apaixonada e até ofegante. Resolvemos então ter filhos e em 26 de julho de 2021 nasceu o primeiro: um Zine, Páginas Soltas. Verdade muitos anos namorando e só agora nos casamos com direito a padrinhos e tudo. João Inecco padrinho presente, atencioso generoso. A literatura faz eu me sentir tão dona de mim, tão livre, tão capaz.  Agora que estamos oficialmente casadas, declaro para todos a quem interessar possa: Eu sou Suzana Super Maravilhosa, escritora, casada com a literatura. 



Estou viva!

 Todo dia, um novo recomeço.

Deus me dá a chance de continuar escrevendo a minha história.

Anestesia geral, sensação eminente de morte, estou viva! 


Suzana Super Maravilhosa