ELLA não chegou ao mundo — ela foi lançada. Chorou alto, não apenas por fome ou frio, mas como quem já pressentia o peso da existência. Desde cedo, aprendeu a calar dores e a disfarçar tombos com risos. Seus joelhos ralados não doíam tanto quanto as perdas invisíveis que já começavam a se anunciar.
A vida, para ELLA, sempre teve gosto de batalha. De longe, parecia calma. De perto, era feita de silêncios gritantes, noites sem sono e perguntas sem resposta. Mas havia nela uma força que ninguém ensinou — talvez herdada das estrelas, talvez soprada por alguma ancestral silenciosa.
Com o tempo, ELLA entendeu que há dores que não se superam — apenas se atravessam. E, em muitas dessas travessias, ela renascia. Como Fênix, recolhia suas cinzas, soprava sobre elas e se erguia. Queimada, sim — mas viva. Sempre viva.
Em outras vezes, ELLA se fazia águia. Voava para dentro de si, escondia-se no mais alto de sua alma. Lá, longe dos olhos do mundo, rasgava o que já não servia: arrancava penas antigas, unhas cansadas, o bico já curvado pelo tempo. Doía. Mas era preciso. Porque renascer, para ELLA, nunca foi escolha — foi destino.
A guerra ainda a ronda. Mas ELLA já não teme. Porque aprendeu que em cada perda há um pedaço de renascimento, e que dentro de si mora um universo inteiro de recomeços. ELLA é cicatriz e flor. É silêncio e trovão. É força delicada que não se vê — mas que jamais se quebra.
Com ternura e verdade,
Suzana Super Maravilhosa
Maravilhadasuper, eu simplesmente amei, que inspirador 🤩 quando eu crescer quero ser assim, inspiradora, e se inspirar no simples e explodir de emoções por onde passar 💐
ResponderExcluir