Ella nasceu preta. Mulher preta. Preta e livre.
Desde o primeiro respiro, o mundo já sabia: vinha aí alguém que carregava em si a força de muitas. No seu DNA, a história das que vieram antes – mulheres que, mesmo caladas, gritavam em resistência. Mulheres de fibra, que com mãos calejadas e olhos atentos ensinaram a Ella o valor da gratidão. E ela aprendeu. Agradece em silêncio, todos os dias, por ser quem é.
Ella é, por vezes, chamada de louca. Talvez por falar alto, por sonhar demais, por não aceitar pouco. Mas nunca deixou de ser linda. Linda de um jeito que não cabe em moldes. Linda porque é inteira. Porque é verdade.
Ela aprendeu cedo que quem come banana é a boca – e a boca é dela. E se a boca é dela, é também seu o direito de dizer, de calar, de cantar, de desafiar. Ella é livre. Ella é louca. Ella é linda. Ella é luta.
Ella é dela. E só isso já a faz imensa.
Suzana Super Maravilhosa
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