A carta - No futuro.
Foram anos.
Mas, enfim passou.
A primeira vez que vi o mundo mudar seu rumo.
O motivo foi a pandemia de covid-19, que se deu no ano 2020.
Foram anos, reaprendi a viver.
Eram protocolos diversos, entre eles: distânciamento social, sem abraços, sem aperto de mão, sem aglomeração, uso de máscara, lavar as mãos com frequência e uso de alcool em gel nas mãos.
Aprendi a viver com o mínimo.
Parti e fui morar em outra cidade.
Precisa ver que belezura.
Uma caminhada boa de chão de terra.
Digo caminhada, mas pode ser de carro também.
Quando vim morar aqui, me admirei com o verde.
O verde das árvores no caminho.
Que coisa mais linda, as cercas
feita com gravetos de árvores.
Roupas estendidas no arame da cerca, para secar.
Às vezes encontro no caminho casa com muro, mas é muro baixo e poucas são as casas que tem grade.
Acho que são casas das pessoas que assim como eu vieram da cidade grande e trouxeram consigo os seus medos.
A minha casa é uma amarela com varanda rosa. Não tem cerca nem muro.
Tem uma sombra boa, durante o dia, devido as árvores que tem próximo.
O celular aqui não pega muito bem, mas, bem próximo de mim tem um orelhão.
O orelhão fica próximo de uma quitanda, onde se vende de tudo um pouco.
A vizinhança aqui é muito boa.
Aqui se dorme cedo e acorda com o canto dos pássaros.
Aqui se compartilha muito as frutas dos quintais. E também quando se prepara as comidas típicas gostam de compartilhar uns com os outros.
E assim vou vivendo, foi o melhor lugar que encontrei para minha velhice.
Talvez um dia eu volte para Cidade Grande.
Para a poluição da fumaça dos carros.
Para minha escadaria? Essa não, essa eu não pretendo voltar.
Mas fica o convite, quando quiser pode vir me visitar.
Venha ver a belezura de Chão de terra.
Aqui o céu é mais azul, o céu aqui tem mais estrelas.
Verdade! Aqui aprendi que preciso de muito pouco para ser feliz.
Suzana Super Maravilhosa - Páginas Soltas.
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